TRECHO 1
Existem pessoas que só acreditam no que vêem. Existem outras que acreditam em coisas que não nos é possível ver, mas de alguma forma que ninguém até hoje conseguiu explicar, sabem que está lá.
Essa historia se passa num desses universos paralelos, que tem muitas, muitas semelhanças com esse nosso universo. No entanto, há algumas coisas que parecem meio deslocadas, ou não.
Alex é um humano comum, levando uma vida comum. Sim, ele tem aparelho celular e muitas contas à pagar e todas essas coisas que nos tornam reais do lado de cá.
Alex não é exatamente o que poderíamos chamar de herói, ou pelo menos não se parece nada com isso – do lado de cá ao menos. Um carinha comum, com um emprego comum, uma namorada meio transloucada, um carro cheio de problemas e um patrão incrívelmente aborrecido com mais um de seus atrasos.
- Alex! Maldito seja! Você não consegue chegar no horário um dia sequer? Vociferou Sr. Gomes.
- Bem, Sr. Gomes. Acontece que...
- NADA acontece para você Alex. Sua insignificante existência se resume a arrumar latas de molho, milho, ervilha e afins nessas malditas prateleiras!
- Acontece que...
- Acontece que você está a um fio de me tirar do sério se não for logo trabalhar e parar de gaguejar pateticamente.
- Sim senhor! Disse Alex meio automaticamente e resignado ao mesmo tempo em que tentava atrapalhadamente corrigir a posição do esparadrapo que toscamente mantinha seu óculos intacto.
Alex era o típico nerd azarado. Daqueles que apanham na escola de uma forma ou de outra quando adolescentes. Isso me lembra o episodio em que Ricardo, aquele monstro campeão de luta Greco-romana da escola, olhou nos olhos de Alex e disparou:
- Você está me encarando?
- Nã..Não... de forma alguma.
- Está me chamando de mentiroso então?
Bom... a sequencia do relato omitiremos em respeito a estima que desejamos que se crie com nosso personagem.
Absorto em sua gloriosa função de empilhador de latas do supermercado do bairro, Alex nem percebeu a aproximação de sua namorada.
Uma figurinha meio estranha, se é que podemos definir Clara assim. Seu nome deveria ser Escura e não Clara, Alex sempre achou isso.
Clara era uma dessas adolescentes meio punk, meio heavy, meio... bom... meio. Usava tanta maquiagem no rosto que poderia facilmente ser confundida por índios caipós como a líder guerreira de outra tribo qualquer.
- E ai, vamos sair a noite? Disse ela falando alto, sem perceber que o som de seu mp3 parecia um trio elétrico, se é que aquilo era musica.
- Alex?
- AAAAAAAAAALEX!
O grito de clara foi providencialmente sincronizado com a colocação da ultima lata no topo de uma pilha simetricamente construída de 429 latas. São momentos como esses que nos fazem crer quase que cegamente que Alex mereceria o premio de “Tosco mais azarado do mundo”, se houvesse esse prêmio claro.
Em segundos lá estavam 1,80m e 65kgs de puro atabalhoamento estendidos o chão, prodigiosamente abaixo de 428 latas. Nos segundos seguintes a lata restante lhe atingiu a testa.
- Oi... Clara. Disse ele tentando se levantar.
- E então? Perguntou ela.
-E então o que Clara?
- O que eu te perguntei ué! Vamos sair?
- Ah claro... podemos sair a noite. Assim que eu terminar de ser trucidado pelo Sr. Gomes por causa dessa bagunça.
Nisso Alex ouve um estrondo fortíssimo e um baque surdo.
Olhando em direção a porta do super-mercado via uma gigantesca figura vindo em sua direção. A figura parecia mais um desses cavaleiros medievais e estranhamente atravessava pessoas, paredes e prateleiras sem ser percebido por mais ninguém além de Alex. Vestia uma armadura negra, de algo que parecia um metal maleável, com um elmo com chifres igualmente negros e uma capa vermelha.
Já quase ao seu lado a figura parou defronte ás massas de tomate e tranquilamente, se é que aquela figura assustadora poderia ser tranqüila, parecia escolher uma entre tantas marcas.
Percebendo o pavor de Alex de rabo de olho, a figura levantou uma de suas sobrancelhas e disse:
- Humano! Você não me vê? Vê?
- Ahhh... vaaaa... ehhhh
- Droga de Hologramatron Tarukiano. Nunca funciona direito. Disse a figura dando tapinhas em um aparelho preso a seu braço.
- Olha... façamos o seguinte acordo. Você esquece que me viu comprando molho de tomate aqui e eu finjo que não percebi que você me viu. É que eu estou com meio que... errrrr... preguiça de buscar o desintegrador molecular Trailiano na nave, entende?
- Bahhh... duuuuhhhh... eeeee...
- Bom... acho que isso é um sim. Disse a figura sinistra desaparecendo dali com uma lata de molho de tomate nas mãos.
Plaft!
Novamente Alex estava no chão. Dessa vez tinha as costas bastante ardidas e a figura da mão de sua namorada estendida na direção de onde a segundos estava seu corpo.
- Acorda Alex! Tá babando e gaguejando coisas como um doido.
Estatelado ali no chão ele se perguntou se não estaria mesmo doido.
Essa historia se passa num desses universos paralelos, que tem muitas, muitas semelhanças com esse nosso universo. No entanto, há algumas coisas que parecem meio deslocadas, ou não.
Alex é um humano comum, levando uma vida comum. Sim, ele tem aparelho celular e muitas contas à pagar e todas essas coisas que nos tornam reais do lado de cá.
Alex não é exatamente o que poderíamos chamar de herói, ou pelo menos não se parece nada com isso – do lado de cá ao menos. Um carinha comum, com um emprego comum, uma namorada meio transloucada, um carro cheio de problemas e um patrão incrívelmente aborrecido com mais um de seus atrasos.
- Alex! Maldito seja! Você não consegue chegar no horário um dia sequer? Vociferou Sr. Gomes.
- Bem, Sr. Gomes. Acontece que...
- NADA acontece para você Alex. Sua insignificante existência se resume a arrumar latas de molho, milho, ervilha e afins nessas malditas prateleiras!
- Acontece que...
- Acontece que você está a um fio de me tirar do sério se não for logo trabalhar e parar de gaguejar pateticamente.
- Sim senhor! Disse Alex meio automaticamente e resignado ao mesmo tempo em que tentava atrapalhadamente corrigir a posição do esparadrapo que toscamente mantinha seu óculos intacto.
Alex era o típico nerd azarado. Daqueles que apanham na escola de uma forma ou de outra quando adolescentes. Isso me lembra o episodio em que Ricardo, aquele monstro campeão de luta Greco-romana da escola, olhou nos olhos de Alex e disparou:
- Você está me encarando?
- Nã..Não... de forma alguma.
- Está me chamando de mentiroso então?
Bom... a sequencia do relato omitiremos em respeito a estima que desejamos que se crie com nosso personagem.
Absorto em sua gloriosa função de empilhador de latas do supermercado do bairro, Alex nem percebeu a aproximação de sua namorada.
Uma figurinha meio estranha, se é que podemos definir Clara assim. Seu nome deveria ser Escura e não Clara, Alex sempre achou isso.
Clara era uma dessas adolescentes meio punk, meio heavy, meio... bom... meio. Usava tanta maquiagem no rosto que poderia facilmente ser confundida por índios caipós como a líder guerreira de outra tribo qualquer.
- E ai, vamos sair a noite? Disse ela falando alto, sem perceber que o som de seu mp3 parecia um trio elétrico, se é que aquilo era musica.
- Alex?
- AAAAAAAAAALEX!
O grito de clara foi providencialmente sincronizado com a colocação da ultima lata no topo de uma pilha simetricamente construída de 429 latas. São momentos como esses que nos fazem crer quase que cegamente que Alex mereceria o premio de “Tosco mais azarado do mundo”, se houvesse esse prêmio claro.
Em segundos lá estavam 1,80m e 65kgs de puro atabalhoamento estendidos o chão, prodigiosamente abaixo de 428 latas. Nos segundos seguintes a lata restante lhe atingiu a testa.
- Oi... Clara. Disse ele tentando se levantar.
- E então? Perguntou ela.
-E então o que Clara?
- O que eu te perguntei ué! Vamos sair?
- Ah claro... podemos sair a noite. Assim que eu terminar de ser trucidado pelo Sr. Gomes por causa dessa bagunça.
Nisso Alex ouve um estrondo fortíssimo e um baque surdo.
Olhando em direção a porta do super-mercado via uma gigantesca figura vindo em sua direção. A figura parecia mais um desses cavaleiros medievais e estranhamente atravessava pessoas, paredes e prateleiras sem ser percebido por mais ninguém além de Alex. Vestia uma armadura negra, de algo que parecia um metal maleável, com um elmo com chifres igualmente negros e uma capa vermelha.
Já quase ao seu lado a figura parou defronte ás massas de tomate e tranquilamente, se é que aquela figura assustadora poderia ser tranqüila, parecia escolher uma entre tantas marcas.
Percebendo o pavor de Alex de rabo de olho, a figura levantou uma de suas sobrancelhas e disse:
- Humano! Você não me vê? Vê?
- Ahhh... vaaaa... ehhhh
- Droga de Hologramatron Tarukiano. Nunca funciona direito. Disse a figura dando tapinhas em um aparelho preso a seu braço.
- Olha... façamos o seguinte acordo. Você esquece que me viu comprando molho de tomate aqui e eu finjo que não percebi que você me viu. É que eu estou com meio que... errrrr... preguiça de buscar o desintegrador molecular Trailiano na nave, entende?
- Bahhh... duuuuhhhh... eeeee...
- Bom... acho que isso é um sim. Disse a figura sinistra desaparecendo dali com uma lata de molho de tomate nas mãos.
Plaft!
Novamente Alex estava no chão. Dessa vez tinha as costas bastante ardidas e a figura da mão de sua namorada estendida na direção de onde a segundos estava seu corpo.
- Acorda Alex! Tá babando e gaguejando coisas como um doido.
Estatelado ali no chão ele se perguntou se não estaria mesmo doido.

2 Comments:
poxa, que bom q vc voltou a escrever! sempre gostei destas tuas viagens mentais
pode deixar q eu adapto e conto a história pro gu ;)
tarukiano???
plazum plazumm
esteja mortiferado...now
catuzumm
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