terça-feira, novembro 13, 2007

Privacidade

Invasão de privacidade.
Me sinto desnudo,
Linha cortada,
Escrita parada,
Pensamento está mudo.

Preciso de liberdade,
Chama altiva,
Que o intelecto aviva,
Fulgor da criatividade.

Me dê só a paz.
São algumas horas,
E em mais demoras,
Um texto se faz.

segunda-feira, novembro 12, 2007

O armazém

Simples pensamentos.
Caixas imperfeitas onde guardo a intangibilidade de meus sentimentos.
Cada qual com sua cor, sua textura e seu sabor.
Há também caixas de onde emana dor.

Às vezes me perco nesse armazém.
Em determinadas caixas diviso o rosto de alguém,
Em outras posso ver belezas tais como só a lua tem.

São corredores largos e estreitos.
Caixas sem igual, agrupadas de forma tal,
Que às vezes nem eu posso encontrar,
Uma forma ideal de amar.

Não quero viver, querendo.

Não quero viver em uma multidão.
Massa inerte perante a vida,
Que segue sem rumo,
Como ratos em labirintos,
Vivendo a procura de uma saída.

Porém,
Não desejo solidão.
O silencio que forma a massa,
A massa que se torna multidão.
É estar junto, estando sozinho.
É estar em dúvida perante um só caminho.

Que minha vida seja uma estrada,
Por onde passam pessoas,
Desejosas de passar,
Desejosas de estar,
Desejosas de ficar.

Que minha vida não tenha padrão,
Que não seja multidão,
Que não seja solidão.

E Que minha morte me traga sorte.

Palavras Vis

Ah se eu soubesse bem quem sou.
Poderia saber melhor onde estou,
Quiça saberia também COMO sou.

Intrigante não saber tudo isso e saber onde vou.
Inquietante não saber tudo isso e saber com quem estou.

Ah vias curiosas do destino.
nos causam diversos amores,
alguns dissabores,
em um mar de desatino.

Quem dera se eu,
já homem formado,
espírito de menino,
pudesse não ser nada,
somente seu.

Parcos escritos,
Vocês não podem explicar,
os motivos e causas,
que levam um homem a amar.

Quisera eu,
em humildes palavras,
dizer-te quem sou,
quem somos,
reverenciando o amor que me consagras.

Toma deste cálice,
símbolo de nosso amor,
repleto de doçura,
temperado com dor,
sorve e banha-te.

Que tudo dito,
em palavras cegas,
de um negrume denso,
possa aos teus olhos aclarar,
perceba-te o quanto posso amar,
em um mar de amor,
revolto e intenso.

Ahh vis palavras,
enervam-me a não permitir,
que um ser como eu,
não possa meramente explicar,
como esse amor por ti possa existir.

Não sou bom.
Não sou ruim.
Sou amor.