segunda-feira, julho 31, 2006

O Livro do Destino

Folheando as paginas do livro do destino, encontrei a foto de dois casulos...
Na foto parecem imóveis, embora se perceba muita mudança interna,
Se cruzam no fundo da foto, linhas, linhas de sonhos que se tornaram nulos.

Mas observando bem essa foto, se vê no canto surgirem novas linhas...
Observando bem, sei que as novas linhas são melhores que as primeiras,
Se expressam de forma concreta, desenhando novas cores e formas...
Ainda paralelas, mas vão se reunir novamente em formas e cores altaneiras.

Quando tudo parece morrer, é porque foi necessário para algo nascer,
Quando o mundo parece te odiar, alguém calado sussurra te amar,

Ao fechar o livro do destino, prefiro não olhar mais...
Prefiro não prever.
Quero que o livro se escreva por si,
Que as fotos se reúnam por si,
Que a mágica por ela mesma volte a acontecer.

Esse livro eu não escrevi, embora esteja nele desde o dia em que nasci,
Neste livro fui feliz e vi meu sonho ser desfeito...
Mas a felicidade de estar vivo, e ainda te ver... ainda vive em meu peito.

Que nasça o novo, que o mundo gire...
Nesta ciranda de acontecimentos,
Que venham novos momentos,
Que o velho se reanime,
Que o novo se aproxime.