Essas leis...
Eu estava aqui nas minhas madrugadas de estudo quando me deparei com uma coisa no mínimo bastante curiosa, e nova pra mim.
Lembro de sempre de achar um absurdo a forma como em algumas das grandes cidades brasileiras, principalmente nelas porque isso ocorre nas pequenas também. A exploração que alguns pais fazem de seus filhos menores com o intuito de sobreviverem, e as vezes até ganham “bem” a vida com isso, pedirem esmolas.
Em um sem número de vezes eu comentei com minha amada noiva que esse tipo de coisa me tira um pouquinho da fé que tenho na humanidade. Há um episodio que para mim é emblemático:
Nesse fatídico dia, estávamos na rodoviária da cidade onde moro, no interior do ceará, nos despedindo já que ela retornaria para fortaleza. Apesar da viagem ser pouco duradoura não havíamos comido nada aquela manhã e nos dirigimos à lanchonete da rodoviária. Em minutos lá estava uma senhora, de feições realmente alquebradas pelo tempo mas que de alguma forma não me inspiravam pena. Tão logo se aproximou ela destrinchou uma historia complexa e trágica. Irredutível lhe disse que não poderia ajudar de forma alguma, pedi que me desse licença. Tão logo a senhora se afastou, minha noiva – visivelmente tocada pela historia da senhora- ralhou comigo por não ter dado a colaboração pleiteada. Expliquei-lhe meus motivos, terminamos nosso lanche e fomos esperar sentados na camionete já que a chegada do ônibus no qual embarcaria ainda demoraria um pouco.
Conversávamos amenidades quando percebi não longe dali, a mesma velha senhora que mancava e arrastava a perna, conversando com alguém que parecia ser seu amigo. Tomavam pinga, embora fosse muito cedo, e fumavam alegremente. A senhora dava rodopios ao redor do banco, numa destreza de movimentos que era impressionantes para as características que havia descrito no seu pequeno drama. Minha noiva ficou possessa.
Desde então, comentamos um com o outro o quanto essas pequenas coisas nos tiram um pouco da fé que temos na humanidade.
Mas essa historia toda e não cheguei ainda onde queria chegar...
Vamos retomar a linha de raciocínio. Estava estudando o nosso Código Penal.
O Código Penal é um tópico de estudo extremamente interessante, embora cause revolta saber que diversas leis em nosso país não sejam cumpridas.
Portanto, se você se revolta como eu por ver nosso país deitado eternamente em berço esplendido, veja mais esta:
Art. 247. Permitir alguém que menor de dezoito anos, sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda ou vigilância:
I – freqüente casa de jogo ou mal-afamada, ou conviva com pessoa viciosa ou de má vida;
II– freqüente espetáculo capaz de perverte-lo ou de ofender-lhe o pudor, ou participe de representação de igual natureza;
III – resida ou trabalhe em casa de prostituição;
IV – mendigue ou sirva a mendigo para excitar a comiseração pública.
Pena – Detenção, de um a três meses ou multa.
E a ai? Quem cumpre?´
Lembro de sempre de achar um absurdo a forma como em algumas das grandes cidades brasileiras, principalmente nelas porque isso ocorre nas pequenas também. A exploração que alguns pais fazem de seus filhos menores com o intuito de sobreviverem, e as vezes até ganham “bem” a vida com isso, pedirem esmolas.
Em um sem número de vezes eu comentei com minha amada noiva que esse tipo de coisa me tira um pouquinho da fé que tenho na humanidade. Há um episodio que para mim é emblemático:
Nesse fatídico dia, estávamos na rodoviária da cidade onde moro, no interior do ceará, nos despedindo já que ela retornaria para fortaleza. Apesar da viagem ser pouco duradoura não havíamos comido nada aquela manhã e nos dirigimos à lanchonete da rodoviária. Em minutos lá estava uma senhora, de feições realmente alquebradas pelo tempo mas que de alguma forma não me inspiravam pena. Tão logo se aproximou ela destrinchou uma historia complexa e trágica. Irredutível lhe disse que não poderia ajudar de forma alguma, pedi que me desse licença. Tão logo a senhora se afastou, minha noiva – visivelmente tocada pela historia da senhora- ralhou comigo por não ter dado a colaboração pleiteada. Expliquei-lhe meus motivos, terminamos nosso lanche e fomos esperar sentados na camionete já que a chegada do ônibus no qual embarcaria ainda demoraria um pouco.
Conversávamos amenidades quando percebi não longe dali, a mesma velha senhora que mancava e arrastava a perna, conversando com alguém que parecia ser seu amigo. Tomavam pinga, embora fosse muito cedo, e fumavam alegremente. A senhora dava rodopios ao redor do banco, numa destreza de movimentos que era impressionantes para as características que havia descrito no seu pequeno drama. Minha noiva ficou possessa.
Desde então, comentamos um com o outro o quanto essas pequenas coisas nos tiram um pouco da fé que temos na humanidade.
Mas essa historia toda e não cheguei ainda onde queria chegar...
Vamos retomar a linha de raciocínio. Estava estudando o nosso Código Penal.
O Código Penal é um tópico de estudo extremamente interessante, embora cause revolta saber que diversas leis em nosso país não sejam cumpridas.
Portanto, se você se revolta como eu por ver nosso país deitado eternamente em berço esplendido, veja mais esta:
Art. 247. Permitir alguém que menor de dezoito anos, sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda ou vigilância:
I – freqüente casa de jogo ou mal-afamada, ou conviva com pessoa viciosa ou de má vida;
II– freqüente espetáculo capaz de perverte-lo ou de ofender-lhe o pudor, ou participe de representação de igual natureza;
III – resida ou trabalhe em casa de prostituição;
IV – mendigue ou sirva a mendigo para excitar a comiseração pública.
Pena – Detenção, de um a três meses ou multa.
E a ai? Quem cumpre?´
Acho... não...
TENHO CERTEZA!!!
Só a verdadeira caridade pode restituir a fé das pessoas na humanidade e a dignidade à propria.

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